A banda cearense Selvagens À Procura de Lei lança Pivete, seu novo álbum de estúdio e um dos projetos mais ambiciosos da trajetória do grupo. Disponível nas plataformas digitais, o disco apresenta uma narrativa conceitual sobre o nascimento, a vida e a morte de um personagem marginal urbano, enquanto explora diferentes vertentes do rock nordestino e da música brasileira.
O álbum reúne 20 faixas e conta com participações especiais de nomes como Ailton Krenak, Leo Suricate, Silvero Pereira, Moisés Loureiro, Tatá Aeroplano e Arnaldo Baptista.
Formado por Aragão (guitarra e voz), Matheus Brasil (bateria), Jonas Rio (baixo) e Plínio Câmara (guitarra), o Selvagens À Procura de Lei constrói em Pivete uma obra que aposta na liberdade criativa e em uma produção de caráter analógico.
“O disco tem uma linha narrativa sobre um personagem marginal: o seu nascer, viver e morrer. É livre, espontâneo e analógico. Vamos contra as ideias estabelecidas: se a música pede mais de 3 minutos ou se o projeto precisa de 20 faixas, nós fazemos. É pelo desafio de criar algo com as próprias mãos”, explica Aragão.

“Pivete” conta a história de um personagem marginal
A experiência do álbum começa com “Lido Brabo”, que combina sons do mar e sintetizadores para introduzir o ouvinte ao universo da obra. Em seguida, “Presença” aposta em um rock direto, enquanto “Loka América” mergulha em uma sonoridade de grunge latino-americano psicodélico.
O indie-stoner “Quem Eles São?” apresenta mudanças de ritmo e uma estrutura pensada para os palcos. Já “Menino De Ouro” mistura elementos da música brasileira com guitarras carregadas de fuzz.
A passagem da infância para a juventude aparece em “Amanhã Tu É Outro”, vinheta que conduz à faixa-foco “Eu Não Moro Mais Aqui”. Com referências que passam por Tame Impala e Legião Urbana, a música aborda temas como memória e pertencimento.
A faixa-título, “Pivete”, aprofunda essa trajetória, enquanto “Guerra” acrescenta uma dimensão de crítica social com a participação de Ailton Krenak. “Cascadura”, por sua vez, retrata a experiência das ruas e a resistência construída ao longo da vida do personagem.
Participações ampliam o universo de “Pivete”
As participações especiais ajudam a construir diferentes momentos da narrativa. O comediante Moisés Loureiro aparece no interlúdio “Manual do Jogo Da Vida”, que prepara a chegada de “Trem Doido”.
A faixa conta com Tatá Aeroplano e aborda a busca por controle em meio ao caos. Já “Tipo Mara Hope” incorpora elementos de dub e tem narração do ator Silvero Pereira.
Em “Dia De Rua”, o grupo se une ao ativista Leo Suricate em um manifesto sobre a indignação diante das situações do cotidiano.
O disco ainda reserva uma participação histórica em “Trem Doido Reprise”, que conta com a presença de Arnaldo Baptista, um dos nomes fundamentais do rock brasileiro.
Rock dos anos 2000, psicodelia e música brasileira
A diversidade sonora de Pivete aparece ao longo de toda a narrativa. “Revoada” recupera elementos do rock dos anos 2000, combinando refrões marcantes e guitarras explosivas.
Já “Você Ama Me Odiar” aposta na ironia, enquanto “Hey Tatá” aproxima referências de Cat Stevens de um indie rock acelerado.
A experimental “Gira Gira” flerta com o chamado “rock charmoso” antes de o álbum retornar ao caos em “Trem Doido Reprise”.
O encerramento fica por conta de “Cidade Baixa”, faixa de influência stoner que termina com um coro coletivo de resistência: “Nós Estamos Aqui!”.
Selvagens À Procura de Lei apresenta nova fase
Com Pivete, o Selvagens À Procura de Lei amplia sua pesquisa musical sem abandonar a identidade construída ao longo da carreira. O resultado é um álbum que combina rock, psicodelia, indie, stoner, dub e referências da música brasileira em uma narrativa sobre marginalidade, memória, pertencimento e resistência.
O disco já está disponível nas principais plataformas de música digital.
Vídeos de “Pivete”
Assista ao lyric video de “Revoada”
Assista ao lyric video de “Trem Doido”
