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Fishbone volta a São Paulo com show no Fabrique Club em outubro

A banda norte-americana Fishbone volta a São Paulo no dia 31 de outubro de 2026, com um show no Fabrique Club, na Barra Funda. Com realização da Maraty, a apresentação começa às 19h e reúne a mistura característica de punk, ska, funk e soul que transformou o grupo de Los Angeles em uma referência da música alternativa. A banda paulistana de ska Maga Rude faz a abertura da noite.

Os ingressos estão à venda pela Fastix, neste link.

Fishbone: influência de gerações do punk, ska e funk

Com mais de quatro décadas de carreira, o Fishbone construiu uma identidade musical própria ao combinar metais, linhas de baixo inspiradas no funk, guitarras de punk e rock pesado, vocais intensos e letras com críticas políticas e sociais.

A banda cresceu na efervescente cena musical de Los Angeles dos anos 1980, dividindo palcos e construindo uma relação próxima com o Red Hot Chili Peppers. Os grupos ajudaram a explorar novas combinações entre funk, punk e rock pesado, em uma época em que essa mistura ainda era pouco comum.

A influência do Fishbone também alcançou artistas como No Doubt, Sublime e Primus. Em homenagem a essa conexão entre gerações, o grupo chegou a regravar “Date Rape”, do Sublime. Questlove, baterista do The Roots, resumiu a importância da banda ao descrevê-la como a maior que o mundo ignorou.

Stockholm Syndrome marca retorno aos álbuns de estúdio

O show em São Paulo acontece após o lançamento de Stockholm Syndrome, em 27 de junho de 2025. Nono álbum de estúdio do Fishbone, o trabalho foi o primeiro registro completo da banda em mais de 20 anos.

O disco recupera a energia caótica, as melodias diretas e os comentários políticos que acompanham o grupo desde o início, com canções sobre tensões sociais, relações pessoais, sobrevivência e redenção.

Entre os destaques está “Racist Piece of Shit”, também apresentada como “RxPxOxS”, lançada como single em novembro de 2024. A faixa traz uma crítica direta ao racismo e mantém a intensidade característica da banda.

Outra música importante é “Last Call in America”, que conta com a participação de George Clinton. Composta por Christopher Dowd e Walter “Dirty Walt” Kibby, integrantes originais do Fishbone, a canção aborda dificuldades econômicas e sociais nos Estados Unidos.

Sobre “Racist Piece of Shit”, Christopher Dowd afirmou que a música é um alerta para que a humanidade reconheça o ponto de ruptura que ameaça a sociedade.

A participação de George Clinton em Stockholm Syndrome reforça a conexão do Fishbone com a tradição do funk norte-americano. Figura central do Parliament-Funkadelic e admirador da banda desde seus primeiros anos, Clinton já havia participado de um álbum do grupo em 2000, ao lado de Gwen Stefani, do No Doubt, e Rick James.

Documentário registra a trajetória da banda

A história do Fishbone também foi retratada no documentário Everyday Sunshine: The Story of Fishbone, lançado em 2010. O filme acompanha os altos e baixos de uma carreira marcada por pioneirismo, criatividade, desafios comerciais e influência sobre músicos de diferentes gerações.

Nos últimos anos, a banda manteve uma agenda ativa, dividindo palcos com nomes como Madness, Tool e Primus. O grupo também realizou turnês pelos Estados Unidos e pela Europa, participou da Summer Circus Tour, do Less Than Jake, e esteve nas edições de Long Beach e Washington, D.C., da Vans Warped Tour 2025.

Serviço: Fishbone em São Paulo

  • Data: 31 de outubro de 2026 (sábado)
  • Abertura da casa: 17h
  • Maga Rude: 18h
  • Fishbone: 19h
  • Local: Fabrique Club
  • Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda, São Paulo (SP)
  • Ingressos: Compre pela Fastix
  • Realização: Maraty

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