A banda gaúcha El Negro apresenta Bronco, seu quarto álbum de estúdio, um trabalho que reforça a proposta experimental do grupo ao ser gravado no porão da antiga prefeitura de Porto Alegre.
Fugindo dos estúdios tradicionais, o trio optou por registrar o disco no subsolo de um prédio histórico de arquitetura neoclássica, transformando o espaço em parte ativa da identidade sonora do projeto.
Gravação fora do convencional
A escolha do local não foi apenas estética, mas conceitual. A El Negro entende o ambiente como elemento fundamental na construção da música, explorando ambiência e ressonância natural como componentes criativos.
Segundo Mumu, vocalista e guitarrista da banda, a ideia dialoga com práticas de gravação dos anos 1970:
“Desde o começo a gente vem fazendo experiências em lugares não convencionais. Isso era feito nos anos setenta e me parece atual em tempos de inteligência artificial.”
Identidade sonora e experimentação

O álbum Bronco aprofunda a busca da banda por um som com mais textura, presença e personalidade, em contraste com a padronização técnica cada vez mais comum na produção musical contemporânea.
Ao transformar um espaço histórico em estúdio, o grupo reforça a relação entre performance e ambiente, criando um resultado que vai além da simples captação sonora.
Participações especiais no disco
O trabalho também conta com colaborações que ampliam o alcance do álbum:
- Gabriel Guedes, da Pata de Elefante, participa na faixa “Rick Simpson Oil”
- Beto Bruno, da Cachorro Grande, aparece em “Galope Louco”
As parcerias conectam o disco a nomes relevantes da cena rock gaúcha.
Formação da banda
A El Negro é formada por:
- Mumu (voz, guitarra e teclados)
- Fabian Steinert (baixo e guitarra)
- Leandro Schirmer (bateria e percussão)
Um passo adiante no electro rock brasileiro
No quarto álbum da carreira, a banda reafirma sua identidade dentro do electro rock ao mesmo tempo em que expande seus próprios métodos de criação.
Bronco surge como um trabalho que combina conceito, ambiência e repertório em um mesmo movimento, consolidando a evolução da El Negro em busca de uma linguagem cada vez mais própria.
