A Juvi lança os álbuns “Café Passado” e “Café Futuro”, dois novos trabalhos que chegam simultaneamente às plataformas digitais pela Deck. Os discos dão sequência a O Sonho da Lagosta, lançado pela artista independente no início do ano, e apresentam duas perspectivas sobre términos, memórias, desejos e futuros possíveis.
Cantora, compositora e multi-instrumentista, Juvi Chagas também ganhou destaque por seu trabalho nas redes sociais. Nos novos álbuns, ela amplia sua pesquisa musical e coloca a guitarra novamente como espinha dorsal das composições, transitando entre jazz, fusion, rock latino e psicodelia.
Juvi apresenta duas perspectivas em Café Passado e Café Futuro
Juntos, “Café Passado” e “Café Futuro” partem de uma mesma questão: aquilo que já aconteceu e os caminhos que imaginamos que poderiam acontecer. Enquanto Café Passado olha para as possibilidades deixadas para trás, Café Futuro projeta desejos, expectativas e contradições sobre o que ainda pode vir.
Em ambos os discos, Juvi assume uma participação ampla na produção musical. A artista assina os beats, sintetizadores, guitarras, baixo, mixagem e masterização, construindo uma sonoridade que combina referências distintas sem abandonar a identidade autoral.
Entre as influências presentes no projeto estão nomes como Fito Páez, Os Mutantes, Mike Stern e Sonic Youth, que ajudam a estabelecer as diferentes texturas dos dois trabalhos.
Café Passado mergulha no universo lo-fi
Antecipado pelo single “a ridícula ideia de nunca mais te ver”, Café Passado aposta em uma sonoridade lo-fi para revisitar memórias e possibilidades que ficaram para trás.
A trilha sonora de Twin Peaks, série lançada originalmente em 1990, aparece como uma das referências para a construção do disco e ajuda Juvi a criar uma atmosfera ligada à fantasia que tinha, no passado, sobre aquilo que o futuro poderia ser.
O resultado é um trabalho que transforma lembranças, expectativas e possíveis términos em matéria-prima para a composição.
Café Futuro mistura psicodelia latina e relações digitais
Já “Café Futuro”, antecipado pelo single “comum entre os santos”, com participação de Cyro Sampaio, do Menores Atos, explora a psicodelia latina para abordar as relações afetivas em tempos de redes sociais.
O álbum parte da contradição entre a urgência de estabelecer conexões e a distância que muitas vezes aparece justamente em um ambiente de comunicação permanente.
A participação de Cyro amplia o diálogo com o rock alternativo, enquanto outras colaborações acrescentam novas referências ao repertório.
Parcerias ampliam o universo musical de Juvi
As participações especiais aparecem como parte importante da construção de “Café Passado” e “Café Futuro”.
Em “segue o baile”, Dragão Crioulo acrescenta elementos do rap e amplia a dimensão lírica da produção. Já Pai Guga leva influências caribenhas e jamaicanas para “eu sempre estrago tudo no final”, faixa que combina essas referências com uma abordagem confessional.
As diferentes colaborações reforçam a proposta de Juvi de atravessar gêneros e aproximar linguagens musicais distintas dentro de um mesmo projeto.
Juvi amplia sua identidade como compositora e instrumentista
Com os dois novos álbuns, Juvi apresenta uma etapa mais madura de sua trajetória como cantora, guitarrista, compositora e letrista.
A artista utiliza diferentes gêneros e texturas para refletir sobre amor, términos, expectativas e relações em uma época marcada pela exposição constante e pela comunicação mediada pelas redes sociais.
“Café Passado” e “Café Futuro” já estão disponíveis em todas as plataformas digitais pela Deck.
Ouça os novos álbuns de Juvi e acompanhe a nova fase da artista.
