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Entrevista: Alex Dugan e Caleb (Culture Wars) falam sobre “In The Morning”

Em entrevista exclusiva, o Culture Wars falou sobre o impacto de “In The Morning”, os bastidores da nova fase da banda e a forte conexão com os fãs ao redor do mundo. O vocalista também comentou a recepção do público brasileiro e revelou a vontade de trazer o grupo ao país.

Agora que “In The Morning” foi lançada, quais reações dos fãs mais surpreenderam vocês?

Alex: Acho que o que mais nos surpreendeu foi o quanto as pessoas reagiram ao vídeo, tanto de forma positiva quanto negativa. O Elliot fez um vídeo incrível. Foi interessante ver como isso trouxe à tona o melhor e o pior das pessoas.
Eu sempre fico feliz em apagar um comentário, mas, no fim das contas, não nos importamos muito. Para nós, é a nossa música e o vídeo que queríamos fazer. Nem estávamos tentando provocar nada, só contratamos alguns figurantes e foi isso que aconteceu.
Caleb: As pessoas odiaram tanto as cenas de beijo. É louco.


Houve algum momento especial durante a gravação dessa música para vocês?

Caleb: Sim, vários. Trabalhamos nesse álbum por tantos anos que, para mim, parece até um segundo disco, porque descartamos metade do primeiro álbum que tínhamos escrito.
A experiência de poder viver com essas músicas foi muito única. Pudemos tocar, testar, lançar e remixar. Agora sabemos que é isso — esse é o som. Estávamos em uma posição muito boa para chegar a esse ponto.

Alex: Também teve a parte da mixagem. A Kayla estava mixando e, quando ouvimos a primeira versão, pensamos nos grandes shows que fizemos na Ásia e na Austrália. Nosso show favorito foi na Philippine Arena, em Manila.
Então falamos: “precisa soar como a Philippine Arena”. E isso mudou completamente a forma como remixamos o álbum inteiro. Agora tudo foi ajustado com essa ideia em mente. Às vezes são os pequenos detalhes que fazem tudo funcionar.


Ouvi dizer que a música nasceu depois de uma ressaca forte, o que você lembra daquele momento?

Alex: Na verdade, “In The Morning” não foi escrita durante a ressaca, mas é sobre uma ressaca forte, aquela sensação de acordar se sentindo sozinho depois de uma noite fora.
Mas algumas músicas deste álbum realmente nasceram de ressacas.
Durante todo o processo do álbum houve muitas ressacas, exceto nas últimas seis músicas, que provavelmente tiveram menos.


Você sente que existe uma conexão entre “Bittersweet” e “In The Morning”?

Caleb: A conexão vem mais do período em que estávamos após a turnê pela Ásia. Nós escrevemos nessa mesma fase.
Lembro de estar ao lado do Alex na Philippine Arena depois do show, assistindo ao LANY, e pensamos: “ainda não terminamos, precisamos escrever mais”.

Alex: Em termos de letras e emoção, provavelmente estavam no mesmo estado mental. As duas falam um pouco sobre solidão e sobre momentos parecidos da minha vida. Nunca tinha pensado profundamente nisso antes, mas sim, provavelmente estão conectadas de alguma forma.


A gente sempre brinca com os famosos comentários “Come to Brazil” — vocês já se depararam com isso?

Alex: Sim, definitivamente planejamos ir este ano. Vai acontecer.


O que vocês já ouviram sobre os fãs brasileiros?

Alex: Que eles são meio malucos, no bom sentido. Cantam muito alto.
Recentemente vimos vídeos do Maroon 5 no Brasil e o público estava cantando muito mais alto do que em qualquer outro lugar. Foi algo bem diferente de ver.


O que mais surpreendeu vocês nesta nova fase da banda?

Alex: A reação do público, com certeza.
Temos feito nossos próprios shows como headliners e as pessoas, até os americanos estão cantando todas as palavras bem alto. Isso é meio incomum para os EUA. No Reino Unido também foi assim. Então fico imaginando como vai ser no Brasil. Se os americanos já estão cantando desse jeito, quem sabe o que esperar daí.


Tem algum artista novo que empolga vocês atualmente?

Caleb: É sempre uma pergunta difícil. Eu escuto muita música mais antiga e tiro muita inspiração disso.

Alex: Mas, entre coisas mais novas, talvez Turnstile. Também curtimos muito Third Eye Blind, U2, The 1975, Kings of Leon, The Strokes, Radiohead, INXS e Queen. Isso é mais o que gira no nosso universo.


Existem planos de trazer o Culture Wars para o Brasil em breve?

Alex: Com certeza. Está nos planos para este ano.
Estamos preparando uma turnê mundial que será anunciada em etapas, focando em cada região. O Brasil faz parte disso. Queremos estar aí antes do fim do ano.


Antes de encerrarmos, vocês podem deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?

Culture Wars: Continuem comentando “come to Brazil”. Nós estamos indo. Vamos estar aí. Cantem bem alto.

Com uma nova fase em andamento e o single “In The Morning” abrindo caminhos para o próximo capítulo, o Culture Wars segue ampliando seu alcance ao redor do mundo. Agora, resta aos fãs brasileiros aguardarem e continuarem fazendo barulho até que a aguardada passagem da banda pelo país finalmente aconteça.

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